terça-feira, 29 de março de 2011

Projeto Pesquisando a História do meu Bairro


PROJETO PESQUISANDO A HISTÓRIA DO MEU BAIRRO -  2011


           A Fundação Genésio Miranda Lins através do Museu Etno-Arqueológico de Itajaí, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Itajaí, está realizando o projeto “Pesquisando a História do meu Bairro”, visando promover uma ampla pesquisa histórico-cultural dos bairros de Itajaí. Esta pesquisa contará com a participação dos alunos das escolas municipais que irão  colaborar na coleta de dados históricos e na elaboração de textos. O resultado do trabalho deverá ser a publicação de um material impresso e a produção de documentários a serem distribuídos entre os estudantes.

                      Objetivo:

             Promover o desenvolvimento da metodologia de projetos de educação patrimonial nas escolas públicas municipais de Itajaí, valorizando museus, arquivos e espaços de memória como territórios educativos, através da pesquisa de história oral.

                      Metodologia:

·         Aplicação de um questionário a ser trabalhado com moradores antigos dos bairros de Itajaí, em parceria com alunos das escolas municipais;
·         Organização de equipes de alunos dispostos a se envolver seriamente com o trabalho para contribuir na realização das pesquisas;
·         Análise e interpretação dos dados coletados;
·         Realização de entrevistas gravadas com os memorialistas sobre a história local;
·         Transcrição das entrevistas;
·         Coleta de fotografias antigas;
·         Construção de textos baseados nas pesquisas realizadas;
·         Elaboração de livretos contextualizando o cotidiano das comunidades e de como era e como está a situação dos bairros de Itajaí;
·         Elaboração de um documentário e de livretos a serem distribuído nas escolas municipais. 


            Tema Transversal:  Meu Bairro de Ontem e Hoje: que mudou para melhor?


Foram selecionados dez bairros de Itajaí e suas respectivas unidades escolares para a realização das pesquisas:

·      N. S. das Graças: G.E. Carlos de Paula Seara
·      Imaruí: E.B. Arnaldo Brandão
·         São Vicente: E.B. Aníbal César
·         Cidade Nova: C.E. Pedro Rizzi
·         Cordeiros: E.B. Melvin Jones
·         Espinheiros: E.B. José Fernandes Potter
·         Itaipava: E.B. Francisco Celso Mafra
·         Quilômetro Doze: E.I. Maria do Carmo Vieira
·         Baia: E.I.Gabriel Dallago
·         Brilhante II: E.B. Martinho Gervási

Manual de História Oral.

·         Escolha do Tema: um bom projeto de história oral a ser desenvolvido com crianças deve começar pela escolha de um tema que tenha a ver com a realidade sócio cultural do local onde as crianças moram. Nada de querer descobrir datas e fatos precisos, como 1º morador, 1º isto, 1º aquilo. O tema deve relacionar-se com questões sociais, histórico-culturais, ambientais, do cotidiano do grupo social em que a criança está inserida. Neste projeto, sugerimos que as escolas tenham como tema transversal as transformações positivas do seu bairro ao longo das últimas décadas de história. Procura-se demonstrar o lado positivo dos bairros periféricos da cidade, visando melhorar a auto estima  das crianças que ali residem.

·         Elaboração do Projeto Um bom projeto de história oral deve conter:  tema, objetivos, justificativa e metodologia.

·         Motivação dos alunos:  Argumentar a importância e possibilidades da história oral, como forma de os alunos poderem participar na construção de novas visões e abordagens da história da cidade. Para os alunos que participarem das atividades, o professor pode estabelecer uma pontuação extra na avaliação escolar.

·         Preparo dos Instrumentos de Pesquisa: Questionários, entrevistas com moradores locais, coleta de imagens e acervos tridimensionais da comunidade, programação de gincanas ou festivais para coleta de informações sobre a história local, criação de páginas virtuais, entre outros. Deve haver um cuidado especial ao se elaborar as questões a serem feitas aos moradores locais para evitar respostas curtas e evasivas ( sim, não ), procurando elaborar questões que exijam interpretação. Ex: Explique como era o namoro na época de sua juventude em relação aos dias atuais.

·         Plano de trabalho: A pesquisa deve ser planejada de acordo com um cronograma e organizada de forma a possibilitar um desenvolvimento seguro e sem atropelos.

·         Arquivamento dos dados: deve ser preparado um local para armazenar as informações obtidas na coleta de dados. Podem ser usados micro gravadores com fitas ou digitais, câmeras fotográficas e de vídeo. No entanto, há que se ter o cuidado de arquivar as informações e imagens de acordo com um sistema de classificação que facilite sua identificação e utilização posterior. As imagens devem conter legendas de identificação. Ao coletar uma fotografia antiga, procurar obter informações básicas sobre a cena, local e data aproximada da foto. 

·         Formação de grupos de pesquisa: alguns alunos mais interessados e envolvidos com as pesquisas podem ser convidados a formar um grupo no contra turno escolar para auxiliar no trabalho de leitura e produção de textos a partir dos dados obtidos na pesquisa.

·         Leitura e Interpretação dos dados: após a fase de coleta, inicia-se o trabalho de leitura e interpretação dos dados. Se houver entrevistas, elas devem ser transcritas ipsis literis, contendo informações da pessoa entrevistada: nome, idade, endereço, telefone, e-mail, local de nascimento, quantos anos reside no bairro e no final deve ser assinada pelo entrevistado com sua autorização para publicação. Se forem questionários coletados pelos alunos com moradores locais, também devem conter dados de identificação da pessoa entrevistada e autorização para publicação. O primeiro passo para  a interpretação é classificar as entrevistas por temas ou pela qualidade das informações contidas. Isto facilita a comparação das informações e o estabelecimento de relações, significados e sentidos nas respostas obtidas. Este trabalho vai ser muito facilitado se o tema tiver sido bem escolhido e for coerente com as perguntas elaboradas nos questionários ou entrevistas. Quanto mais claro for o foco da pesquisa, mas fácil será sua interpretação e melhor será a qualidade do conhecimento produzido.

·         Anotações de Pesquisa: O professor deve manter um bloco de anotações para registrar as informações na medida em que elas vão surgindo como resultado da leitura e interpretação dos dados da pesquisa.

·         Discussão dos resultados com os alunos: Será muito interessante se o professor conseguir instigar sua turma a refletir sobre os resultados obtidos, procurando relacionar as informações locais ao contexto mais amplo da história do Brasil e universal.

·       Publicação: O trabalho deve ser publicado para que as pessoas envolvidas: alunos, professores, comunidade, e, especialmente os colaboradores que cederam entrevistas ou questionários, possam ver seu trabalho materializado e concluído numa publicação. A publicação pode ser utilizada como material didático na escola e distribuída na comunidade como forma de socializar o conhecimento histórico local.

·         A FGML irá providenciar a produção de documentários baseados nestas pesquisas e serão publicados livretos para divulgar os trabalhos produzidos nas escolas. Serão respeitados os direitos autorais de professores, alunos e colaboradores comunitários que participarem do projeto.

O desenvolvimento dos trabalhos, parciais ou finais, serão discutidos no Simpósio Itajaí Porta do Vale (portadovale.blogspot.com) a ser realizado no Museu Etno-Arqueológico de Itajaí (Itaipava) nos dias 14 e 15 de setembro de 2011, que contará com a participação de todos os professores de história e geografia da rede. A participação no Simpósio valerá como formação continuada e os professores receberão certificados de 20h/a

Contatos: Para mais detalhes consulte o blog: projetopesquisando.blogspot.com
 F: 33465715 - 88236157

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